Tenho acompanhado a luta de meu colega William Alves em fazer o São Bento funcionar (na verdade, em fazer a diretoria pôr em prática tudo o que prometeu. Difícil ou não, eles deveriam saber disso antes de prometerem as coisas). Sem hardnews rolando nessas férias dos campos, refleti sobre algumas das principais pendências do clube. Enfim, sem críticas pessoais às diretorias que já passaram e nem à que aí está, pensei no que realmente poderia ser feito, mesmo que sejam ainda sonhos e utopias.
Centro de Treinamento
Seria ideal possuir um estádio próprio (no nosso caso, nem tanto pela questão da estrutura, mas sim pelas lendas e pela importância histórica que existiu em um passado muito distante no Humberto Reale). Mas, no caso do São Bento, eu particularmente não vejo como algo imprescindível. Sem dúvidas vejo como algo muito mais urgente a existência de um CT para que o clube treine. Todos sabemos que todo ano é a mesma história: falta campos para os jogadores treinarem e o São Bento depende da boa vontade dos outros para isso. Sinceramente, no que depender da Traffic para terminar as obras no Humberto Reale, esse CT não deve sair. Há tempo para que isso seja logo aceito e a atual diretoria busque parceiros para viabilizarem financeiramente essa empreitada. Justamente Sorocaba, uma cidade com uma presença tão forte de empresas e indústrias grandes, pode sim oferecer uma boa parceria. Basta que se apresente um projeto sério e que seja rentável à empresa, como no estádio do Atlético Paranaense. Quem não se lembra imediatamente da Kyocera quando lembra do estádio do clube? Não veria com maus olhos algo do gênero para a finalização das obras do CT Humberto Reale. Claro, deixo claro que não estou em contato constante com a atual diretoria e não sei se algo de extraordinário ocorreu nesses últimos meses, mas é bem possível que a Traffic cruze mesmo os braços, pois havia algumas pendências desde os tempos de David Ferrari Júnior e a categoria de base do Desportivo Brasil.
Sócio-Torcedor
Entendo o desejo frenético de meu colega William Alves no que se refere à abertura do projeto Sócio-Torcedor do São Bento. Claro, eu também estou ansioso para que isso ocorra logo, mas se for para começar ''meia-boca'', prefiro que não comece mesmo. Pegar um clube em frangalhos, como a diretoria pegou, de fato é bastante complicado (eu diria que TODOS os presidentes que pegaram o Bentão depois da queda na década de 90 já sofriam bastante). Sem dúvidas esse sonho da torcida deve ser cobrado com mais afinco agora, com a diretoria de Luís Manenti, afinal foi uma das principais promessas que o levaram ao comando de nosso São Bento. Entendo Manenti e seu ''freio'' em criar esse projeto, afinal se o fizesse hoje, essa história do Sócio-Torcedor soaria mais como um donativo ao clube que algo que realmente dê boas opções a seus afiliados. Possível é apenas deixar mais barato os ingressos para esses sócios, mas isso já está suprido com os carnês. Entendo o ponto de vista de William com a questão de eleições através de votos no Conselho, mas para mim isso não é o mais importante. Seria incrível se o São Bento fosse verdadeiramente um clube e não apenas um time de futebol. Oferecesse uma estrutura de lazer e tornasse essa estrutura rentável. Claro, batemos de frente a diversos empecilhos. Endividado até a boca, o São Bento não tem muita credibilidade financeira para fazer empréstimos para essa empreitada. Um problema de cada vez, primeiro pagamos essas dívidas pentelhas, depois pensamos em um clube.
Jogadores
Acho muito importante manter uma base e vejo isso pela primeira vez acontecer no São Bento (sou jovem e vejo no estádio mesmo só desde 2002). Caro, eu assumo, mas necessário. Quem quiser mesmo subir e não depender da loteria para permanecer na elite, isso é absolutamente necessário. Vejam que tudo depende de investimentos, não dá para subir para ficar de forma ''barata''. Muito difícil é conseguir dinheiro com um clube que não tem nem conta financeira para movimentar grana. Em linhas gerais, achei que alguns bons jogadores foram contratados para a A2 desse ano (como sempre) e alguns jogadores ruins também (como sempre). Mas saber que ao menos alguns desses bons jogadores vão ficar, já dá uma ótima perspectiva para o futuro. Muitas coisas boas veem com isso: os torcedores criam uma empatia com os jogadores, sabem quem são, o elenco se torna menos imprevisível e mais fácil de se montar, além do entrosamento, que vem de longa data e não apenas das semanas de pré-temporadas e amistosos que sempre ocorrem no início do ano. Não me refiro nem à questão de lucrar com vendas pois isso só deve acontecer quando voltármos à primeira divisão do Paulista. Certamente o que gastamos hoje, para pagar os salários de um elenco fixo, será poupado no futuro para contratar 30 jogadores, todos desconhecidos, coisa e tal. Aos poucos a atual diretoria vai analisando de perto realmente quem são os ''laranjas-podres'' e mantém os que têm comprometimento com o Bentão. Isso vale muito mais que técnica, principalmente em um campeonato de muita força física como a A2.
Copa Paulista
Não devemos sonhar com voos altos na Copa Paulista. Não porque não confio no elenco e que acho que não temos chances de vencer, mas simplesmente por não ser nosso foco. Sinceramente, a Copa Paulista não serve para muita coisa, mas se for bem entendida, pode ser útil nas poucas coisas para que ela serve. Não importa muito o título (nem a premiação, nem a vantagem de vencê-la é boa). Antigamente eu a consideraria como importantíssima, quando ela dava uma vaga para a Série C, que hoje seria para a Série D. Mas hoje, sonhar em jogar uma Copa do Brasil é tão supérfluo quanto utópico em imaginar uma arrancada heróica ao título. Claro, seria uma boa oportunidade de se ganhar experiência (não apenas o clube, mas seus jogadores), e visibilidade, mas ainda não deve esse ser o grande objetivo do São Bento. Seria ideal chegármos logo na elite do Paulistão para sonhar com uma vaga no Nacional, é a grande oportunidade de o Bentão decolar e, hoje ainda em sonho, chegar à uma Série B. Trabalho bem feito é sempre recompensado e, se não nos tornaremos em um Grêmio ''Cidade-que-pagar-mais'', pelo menos poderíamos ser um Bragantino, um time que não possui grande presença de público em seus jogos, mas que faz um grande trabalho há muito tempo. Santo André e Guaratinguetá são bons exemplos, mas são clubes bancados por prefeitura e alguns negócios à la MSI. Se até o Icasa vai jogar a Série B, temos que galgar nossos espaços.
Estádio
Com essa história de Copa do Mundo em 2014, há muitos projetos ambiciosos em reformas de estádios e construção de arenas. Claro, a maioria delas bancadas por parcerias com empresas ou empréstimos do BNDES. Não é nosso caso, mas encontrei um caso curiosíssimo para os que ainda sonham com a reconstrução do Humberto Reale. Atualmente na Série C do Brasileirão, o Chapecoense planeja, em parceria com a prefeitura, a remodelação de seu estádio, o Regional Índio Condá em uma nova Arena Condá. Quem vê o projeto, acha o estádio a coisa mais linda que um clube pequeno pode um dia sonhar e, pasmem, a prefeitura estima que os custos dessa reforma, que tornaria o estádio em um campo apto às exigências da FIFA, em R$30 milhões. Temos essa grana? Sem a ajuda da prefeitura, jamais, muito menos com a existência do Walter Ribeiro. Então, vejo como um mito improvável um sonho como esse (afinal construir um estádio, hoje, por uns R$10 milhões, o que já é grana pra dedéu, não vale a pena se já nascer obsoleto). Vejo como possível um sonho como esse, só se o São Bento fizer alguma parceria com alguma indústria (quem sabe com a Toyota, uma das empresas que deve ser uma das mais bilionárias da região). Mas, como sempre, um passo de cada vez, sem pressa. Vamos sonhar com um acesso no ano que vem, uma possível vaga na Série D e aí remar bastante para galgar nosso espaço novamente. Depois disso teríamos alguma moral para sonhar com uma reeconstrução do Humberto Reale.
Centro de Treinamento
Seria ideal possuir um estádio próprio (no nosso caso, nem tanto pela questão da estrutura, mas sim pelas lendas e pela importância histórica que existiu em um passado muito distante no Humberto Reale). Mas, no caso do São Bento, eu particularmente não vejo como algo imprescindível. Sem dúvidas vejo como algo muito mais urgente a existência de um CT para que o clube treine. Todos sabemos que todo ano é a mesma história: falta campos para os jogadores treinarem e o São Bento depende da boa vontade dos outros para isso. Sinceramente, no que depender da Traffic para terminar as obras no Humberto Reale, esse CT não deve sair. Há tempo para que isso seja logo aceito e a atual diretoria busque parceiros para viabilizarem financeiramente essa empreitada. Justamente Sorocaba, uma cidade com uma presença tão forte de empresas e indústrias grandes, pode sim oferecer uma boa parceria. Basta que se apresente um projeto sério e que seja rentável à empresa, como no estádio do Atlético Paranaense. Quem não se lembra imediatamente da Kyocera quando lembra do estádio do clube? Não veria com maus olhos algo do gênero para a finalização das obras do CT Humberto Reale. Claro, deixo claro que não estou em contato constante com a atual diretoria e não sei se algo de extraordinário ocorreu nesses últimos meses, mas é bem possível que a Traffic cruze mesmo os braços, pois havia algumas pendências desde os tempos de David Ferrari Júnior e a categoria de base do Desportivo Brasil.
Sócio-Torcedor
Entendo o desejo frenético de meu colega William Alves no que se refere à abertura do projeto Sócio-Torcedor do São Bento. Claro, eu também estou ansioso para que isso ocorra logo, mas se for para começar ''meia-boca'', prefiro que não comece mesmo. Pegar um clube em frangalhos, como a diretoria pegou, de fato é bastante complicado (eu diria que TODOS os presidentes que pegaram o Bentão depois da queda na década de 90 já sofriam bastante). Sem dúvidas esse sonho da torcida deve ser cobrado com mais afinco agora, com a diretoria de Luís Manenti, afinal foi uma das principais promessas que o levaram ao comando de nosso São Bento. Entendo Manenti e seu ''freio'' em criar esse projeto, afinal se o fizesse hoje, essa história do Sócio-Torcedor soaria mais como um donativo ao clube que algo que realmente dê boas opções a seus afiliados. Possível é apenas deixar mais barato os ingressos para esses sócios, mas isso já está suprido com os carnês. Entendo o ponto de vista de William com a questão de eleições através de votos no Conselho, mas para mim isso não é o mais importante. Seria incrível se o São Bento fosse verdadeiramente um clube e não apenas um time de futebol. Oferecesse uma estrutura de lazer e tornasse essa estrutura rentável. Claro, batemos de frente a diversos empecilhos. Endividado até a boca, o São Bento não tem muita credibilidade financeira para fazer empréstimos para essa empreitada. Um problema de cada vez, primeiro pagamos essas dívidas pentelhas, depois pensamos em um clube.
Jogadores
Acho muito importante manter uma base e vejo isso pela primeira vez acontecer no São Bento (sou jovem e vejo no estádio mesmo só desde 2002). Caro, eu assumo, mas necessário. Quem quiser mesmo subir e não depender da loteria para permanecer na elite, isso é absolutamente necessário. Vejam que tudo depende de investimentos, não dá para subir para ficar de forma ''barata''. Muito difícil é conseguir dinheiro com um clube que não tem nem conta financeira para movimentar grana. Em linhas gerais, achei que alguns bons jogadores foram contratados para a A2 desse ano (como sempre) e alguns jogadores ruins também (como sempre). Mas saber que ao menos alguns desses bons jogadores vão ficar, já dá uma ótima perspectiva para o futuro. Muitas coisas boas veem com isso: os torcedores criam uma empatia com os jogadores, sabem quem são, o elenco se torna menos imprevisível e mais fácil de se montar, além do entrosamento, que vem de longa data e não apenas das semanas de pré-temporadas e amistosos que sempre ocorrem no início do ano. Não me refiro nem à questão de lucrar com vendas pois isso só deve acontecer quando voltármos à primeira divisão do Paulista. Certamente o que gastamos hoje, para pagar os salários de um elenco fixo, será poupado no futuro para contratar 30 jogadores, todos desconhecidos, coisa e tal. Aos poucos a atual diretoria vai analisando de perto realmente quem são os ''laranjas-podres'' e mantém os que têm comprometimento com o Bentão. Isso vale muito mais que técnica, principalmente em um campeonato de muita força física como a A2.
Copa Paulista
Não devemos sonhar com voos altos na Copa Paulista. Não porque não confio no elenco e que acho que não temos chances de vencer, mas simplesmente por não ser nosso foco. Sinceramente, a Copa Paulista não serve para muita coisa, mas se for bem entendida, pode ser útil nas poucas coisas para que ela serve. Não importa muito o título (nem a premiação, nem a vantagem de vencê-la é boa). Antigamente eu a consideraria como importantíssima, quando ela dava uma vaga para a Série C, que hoje seria para a Série D. Mas hoje, sonhar em jogar uma Copa do Brasil é tão supérfluo quanto utópico em imaginar uma arrancada heróica ao título. Claro, seria uma boa oportunidade de se ganhar experiência (não apenas o clube, mas seus jogadores), e visibilidade, mas ainda não deve esse ser o grande objetivo do São Bento. Seria ideal chegármos logo na elite do Paulistão para sonhar com uma vaga no Nacional, é a grande oportunidade de o Bentão decolar e, hoje ainda em sonho, chegar à uma Série B. Trabalho bem feito é sempre recompensado e, se não nos tornaremos em um Grêmio ''Cidade-que-pagar-mais'', pelo menos poderíamos ser um Bragantino, um time que não possui grande presença de público em seus jogos, mas que faz um grande trabalho há muito tempo. Santo André e Guaratinguetá são bons exemplos, mas são clubes bancados por prefeitura e alguns negócios à la MSI. Se até o Icasa vai jogar a Série B, temos que galgar nossos espaços.
Estádio
Com essa história de Copa do Mundo em 2014, há muitos projetos ambiciosos em reformas de estádios e construção de arenas. Claro, a maioria delas bancadas por parcerias com empresas ou empréstimos do BNDES. Não é nosso caso, mas encontrei um caso curiosíssimo para os que ainda sonham com a reconstrução do Humberto Reale. Atualmente na Série C do Brasileirão, o Chapecoense planeja, em parceria com a prefeitura, a remodelação de seu estádio, o Regional Índio Condá em uma nova Arena Condá. Quem vê o projeto, acha o estádio a coisa mais linda que um clube pequeno pode um dia sonhar e, pasmem, a prefeitura estima que os custos dessa reforma, que tornaria o estádio em um campo apto às exigências da FIFA, em R$30 milhões. Temos essa grana? Sem a ajuda da prefeitura, jamais, muito menos com a existência do Walter Ribeiro. Então, vejo como um mito improvável um sonho como esse (afinal construir um estádio, hoje, por uns R$10 milhões, o que já é grana pra dedéu, não vale a pena se já nascer obsoleto). Vejo como possível um sonho como esse, só se o São Bento fizer alguma parceria com alguma indústria (quem sabe com a Toyota, uma das empresas que deve ser uma das mais bilionárias da região). Mas, como sempre, um passo de cada vez, sem pressa. Vamos sonhar com um acesso no ano que vem, uma possível vaga na Série D e aí remar bastante para galgar nosso espaço novamente. Depois disso teríamos alguma moral para sonhar com uma reeconstrução do Humberto Reale.





