1 de junho de 2010

Temos que transformar utopias em realidade

Tenho acompanhado a luta de meu colega William Alves em fazer o São Bento funcionar (na verdade, em fazer a diretoria pôr em prática tudo o que prometeu. Difícil ou não, eles deveriam saber disso antes de prometerem as coisas). Sem hardnews rolando nessas férias dos campos, refleti sobre algumas das principais pendências do clube. Enfim, sem críticas pessoais às diretorias que já passaram e nem à que aí está, pensei no que realmente poderia ser feito, mesmo que sejam ainda sonhos e utopias.

Centro de Treinamento
Seria ideal possuir um estádio próprio (no nosso caso, nem tanto pela questão da estrutura, mas sim pelas lendas e pela importância histórica que existiu em um passado muito distante no Humberto Reale). Mas, no caso do São Bento, eu particularmente não vejo como algo imprescindível. Sem dúvidas vejo como algo muito mais urgente a existência de um CT para que o clube treine. Todos sabemos que todo ano é a mesma história: falta campos para os jogadores treinarem e o São Bento depende da boa vontade dos outros para isso. Sinceramente, no que depender da Traffic para terminar as obras no Humberto Reale, esse CT não deve sair. Há tempo para que isso seja logo aceito e a atual diretoria busque parceiros para viabilizarem financeiramente essa empreitada. Justamente Sorocaba, uma cidade com uma presença tão forte de empresas e indústrias grandes, pode sim oferecer uma boa parceria. Basta que se apresente um projeto sério e que seja rentável à empresa, como no estádio do Atlético Paranaense. Quem não se lembra imediatamente da Kyocera quando lembra do estádio do clube? Não veria com maus olhos algo do gênero para a finalização das obras do CT Humberto Reale. Claro, deixo claro que não estou em contato constante com a atual diretoria e não sei se algo de extraordinário ocorreu nesses últimos meses, mas é bem possível que a Traffic cruze mesmo os braços, pois havia algumas pendências desde os tempos de David Ferrari Júnior e a categoria de base do Desportivo Brasil.

Sócio-Torcedor
Entendo o desejo frenético de meu colega William Alves no que se refere à abertura do projeto Sócio-Torcedor do São Bento. Claro, eu também estou ansioso para que isso ocorra logo, mas se for para começar ''meia-boca'', prefiro que não comece mesmo. Pegar um clube em frangalhos, como a diretoria pegou, de fato é bastante complicado (eu diria que TODOS os presidentes que pegaram o Bentão depois da queda na década de 90 já sofriam bastante). Sem dúvidas esse sonho da torcida deve ser cobrado com mais afinco agora, com a diretoria de Luís Manenti, afinal foi uma das principais promessas que o levaram ao comando de nosso São Bento. Entendo Manenti e seu ''freio'' em criar esse projeto, afinal se o fizesse hoje, essa história do Sócio-Torcedor soaria mais como um donativo ao clube que algo que realmente dê boas opções a seus afiliados. Possível é apenas deixar mais barato os ingressos para esses sócios, mas isso já está suprido com os carnês. Entendo o ponto de vista de William com a questão de eleições através de votos no Conselho, mas para mim isso não é o mais importante. Seria incrível se o São Bento fosse verdadeiramente um clube e não apenas um time de futebol. Oferecesse uma estrutura de lazer e tornasse essa estrutura rentável. Claro, batemos de frente a diversos empecilhos. Endividado até a boca, o São Bento não tem muita credibilidade financeira para fazer empréstimos para essa empreitada. Um problema de cada vez, primeiro pagamos essas dívidas pentelhas, depois pensamos em um clube.

Jogadores
Acho muito importante manter uma base e vejo isso pela primeira vez acontecer no São Bento (sou jovem e vejo no estádio mesmo só desde 2002). Caro, eu assumo, mas necessário. Quem quiser mesmo subir e não depender da loteria para permanecer na elite, isso é absolutamente necessário. Vejam que tudo depende de investimentos, não dá para subir para ficar de forma ''barata''. Muito difícil é conseguir dinheiro com um clube que não tem nem conta financeira para movimentar grana. Em linhas gerais, achei que alguns bons jogadores foram contratados para a A2 desse ano (como sempre) e alguns jogadores ruins também (como sempre). Mas saber que ao menos alguns desses bons jogadores vão ficar, já dá uma ótima perspectiva para o futuro. Muitas coisas boas veem com isso: os torcedores criam uma empatia com os jogadores, sabem quem são, o elenco se torna menos imprevisível e mais fácil de se montar, além do entrosamento, que vem de longa data e não apenas das semanas de pré-temporadas e amistosos que sempre ocorrem no início do ano. Não me refiro nem à questão de lucrar com vendas pois isso só deve acontecer quando voltármos à primeira divisão do Paulista. Certamente o que gastamos hoje, para pagar os salários de um elenco fixo, será poupado no futuro para contratar 30 jogadores, todos desconhecidos, coisa e tal. Aos poucos a atual diretoria vai analisando de perto realmente quem são os ''laranjas-podres'' e mantém os que têm comprometimento com o Bentão. Isso vale muito mais que técnica, principalmente em um campeonato de muita força física como a A2.

Copa Paulista
Não devemos sonhar com voos altos na Copa Paulista. Não porque não confio no elenco e que acho que não temos chances de vencer, mas simplesmente por não ser nosso foco. Sinceramente, a Copa Paulista não serve para muita coisa, mas se for bem entendida, pode ser útil nas poucas coisas para que ela serve. Não importa muito o título (nem a premiação, nem a vantagem de vencê-la é boa). Antigamente eu a consideraria como importantíssima, quando ela dava uma vaga para a Série C, que hoje seria para a Série D. Mas hoje, sonhar em jogar uma Copa do Brasil é tão supérfluo quanto utópico em imaginar uma arrancada heróica ao título. Claro, seria uma boa oportunidade de se ganhar experiência (não apenas o clube, mas seus jogadores), e visibilidade, mas ainda não deve esse ser o grande objetivo do São Bento. Seria ideal chegármos logo na elite do Paulistão para sonhar com uma vaga no Nacional, é a grande oportunidade de o Bentão decolar e, hoje ainda em sonho, chegar à uma Série B. Trabalho bem feito é sempre recompensado e, se não nos tornaremos em um Grêmio ''Cidade-que-pagar-mais'', pelo menos poderíamos ser um Bragantino, um time que não possui grande presença de público em seus jogos, mas que faz um grande trabalho há muito tempo. Santo André e Guaratinguetá são bons exemplos, mas são clubes bancados por prefeitura e alguns negócios à la MSI. Se até o Icasa vai jogar a Série B, temos que galgar nossos espaços.

Estádio
Com essa história de Copa do Mundo em 2014, há muitos projetos ambiciosos em reformas de estádios e construção de arenas. Claro, a maioria delas bancadas por parcerias com empresas ou empréstimos do BNDES. Não é nosso caso, mas encontrei um caso curiosíssimo para os que ainda sonham com a reconstrução do Humberto Reale. Atualmente na Série C do Brasileirão, o Chapecoense planeja, em parceria com a prefeitura, a remodelação de seu estádio, o Regional Índio Condá em uma nova Arena Condá. Quem vê o projeto, acha o estádio a coisa mais linda que um clube pequeno pode um dia sonhar e, pasmem, a prefeitura estima que os custos dessa reforma, que tornaria o estádio em um campo apto às exigências da FIFA, em R$30 milhões. Temos essa grana? Sem a ajuda da prefeitura, jamais, muito menos com a existência do Walter Ribeiro. Então, vejo como um mito improvável um sonho como esse (afinal construir um estádio, hoje, por uns R$10 milhões, o que já é grana pra dedéu, não vale a pena se já nascer obsoleto). Vejo como possível um sonho como esse, só se o São Bento fizer alguma parceria com alguma indústria (quem sabe com a Toyota, uma das empresas que deve ser uma das mais bilionárias da região). Mas, como sempre, um passo de cada vez, sem pressa. Vamos sonhar com um acesso no ano que vem, uma possível vaga na Série D e aí remar bastante para galgar nosso espaço novamente. Depois disso teríamos alguma moral para sonhar com uma reeconstrução do Humberto Reale.

11 de abril de 2010

Dérbi Sorocabano: vamos virar Bento!

Apesar desse Dérbi ser muito recente entre tantos dérbis do interior paulista, todas as partidas de São Bento e Atlético Sorocaba já possuem grandes traços de rivalidade. Também deve-se frisar o quão desigual tem sido os confrontos entre os clubes sorocabanos. Se na presença da torcida o Falcão sempre dá uma goleada no rival, no campo a coisa tem sido muito diferente. Não uso amistosos para a contagem oficial (até porque ele foi apenas um, exatamente o primeiro entre os clubes).

Foram 12 vitórias do Galo e apenas 6 do Falcão, com mais 13 empates. Tudo bem, poderia ser muito pior, como no Dérbi Riopretense (no qual o América possui 33 triunfos contra somente 9 do Rio Preto), mas há tempos o São Bento bate na trave quando a vitória parece estar tão próxima. Foi assim em 2010, quando o Atlético Sorocaba estava lutando para não cair de volta para a A3 e o Bentão nadando, nadando e morrendo na praia para a batalha incansável de todos os anos de um acesso que não ocorre nunca.

Mas, se antes eu tinha dúvidas sobre o porquê desse desequilíbrio entre as vitórias do arquirrival Atlético frente ao amado Bento, hoje já não as tenho. Pela A3, entre 1994 e 2001, foram 15 partidas, 4 vitórias, 4 derrotas e 7 empates. Equilíbrio total. Pela A2, desde 2002, já aconteceram 8 partidas, 2 vitórias, 3 derrotas e 3 empates. Equilíbrio novamente. Entretanto pela Copa Estado de São Paulo / Copa Federação Paulista / Copa Paulista, somente massacre é a palavra que pode definir a superioridade estatística do Galo. Também 8 partidas, porém nada de vitórias, 5 derrotas e 3 empates.

Alguém já parou para pensar no porquê disso? Talvez uma explicação plausível seja o fato de o Atlético sempre manter sua base. Não importa o que aconteça, sempre há jogadores que por lá ficam. Já no São Bento, era sempre a mesma bagunça: acabou o Paulistão, manda todo mundo embora e começa tudo do zero. No Dérbi Sorocabano desse ano, um reflexo claro de como é importante manter a base: Júlio Madureira fez para nós, Luan fez para eles. Para quem não sabe Luan veio da categoria de base e joga no profissional desde 2008, quando foi campeão da Copa Paulista sobre o XV de Piracicaba.

Esse ano não deve mais ter Dérbi, já que o Atlético terminou a A2 em 15º e não garantiria uma vaga por esse critério (para a A2 somente os 11 melhores garantem vaga). Porém já conhecemos a Federação Paulista de Futebol há muito tempo para saber que confiabilidade não é lá uma palavra muito presente no vocabulário dos cartolas que dominam o rumo incerto do futebol paulista, principalmente para nós interioranos.

Dentre os últimos dérbis que me lembro, aquele trágico em 2008, quando poderíamos ter vencido e voltado à elite e esse último, quando tínhamos tudo para vencer, tínhamos jogadores mais badalados e experientes, mas tropeçamos nas próprias pernas. Estou confiante para os próximos duelos e espero vê-los apenas em 2011, quem sabe para uma goleada ao nosso lado. Aliás, goleada não é o forte do duelo: arriscar um 0x0, 1x0, 1x1 ou 2x1 seria muito mais correto e plausível.

Jogos Oficiais
12 Vitórias do Atlético Sorocaba
06 Vitórias do São Bento
13 Jogos empatados
39 Gols do Atlético Sorocaba
26 Gols do São Bento

9 de março de 2010

Dérbi: Festa linda, empate feio


Foto: William Alves / Vamos Subir Bento!

Para um verdadeiro sãobentista, o grande desejo para com nosso clube é, em primeiro lugar, o acesso à elite do Paulistão e em segundo lugar, a vitória no dérbi contra os galinhas. Esse ano tinha tudo para que o Bentão saísse com sua sétima vitória no duelo, mas esbarramos em muitas coisas. Dessa vez não foi o juiz, foi o próprio nervosismo de nossos atletas e de nosso treinador. De resto, a torcida sãobentista fez uma festa linda e quebrou os recordes de público da torcida azul royal na A2.

Não concordo com boa parte do coro que o critica por ter tirado o Ortiz. Critico apenas a inadmissível continuação de Fabiano durante quase o jogo todo. Ele não é um jogador ruim, apesar de grosso, mas no dérbi ele não rendeu o que deveria. Pablo também ficou sumido perto de outras apresentações e Julio Madureira mostrou que deve ser mesmo titular, como já defendia nos comentários no Vamos Subir Bento.

Tomamos um gol besta sim, mas quem olhar para trás e lembrar do jogo vai saber que em momento algum tivemos o controle. Ninguém teve, na verdade. Clara demonstração do nervosismo dos jogadores do São Bento eram as faltas duras que não pararam de acontecer durante o primeiro tempo. Temos que levantar as mãos pro céu que o Marcos Alexandre (que não canso de dizer, é péssimo!) não foi expulso no lance do primeiro cartão amarelo.

Gênio foi Ortiz, que deu vão e bateu o escanteio do gol com maestria. Ele joga muito e deve ser aproveitado em todos os jogos que for possível (ou seja, ele não for expulso ou não estiver lesionado). De resto, pedia para acabar o jogo aos 20 do segundo tempo, pois com um a menos seria quase impossível vencer mesmo. Um empate ruim para os dois, uma opinião generalizada.

Agora, chega de 3-5-2, pelo amor de Deus, Drey! Nossa zaga é uma peneira e as laterais pouco funcionam. Vi o Rodrigo Dias fazem um lançamento como Gérson para Pablo, nos minutos finais. Logo, entendo que seja um jogador que deva jogar, mas por que não no meio-campo, ao lado do Ortiz? Já que o Cristiano não se recupera nunca e o Gil Baiano pode ficar de fora algumas rodadas pela lesão, essa seria uma boa saída.

Hoje, meu time ideal seria: Adnam; Da Silva, Cléber, Alan e Blau (não temos reservas para essa posição, uma falha gravíssima da diretoria); Marcão, Leandro Mello, Ortiz, Gil Baiano (Rodrigo Dias); Julio Madureira e Pablo. Para quem sentiu a falta de Vizotto e João Paulo, declaro simplesmente que prefiro ignorar a presença de ambos no elenco. Talvez a única coisa certa que o capitão fez foi escorar a bola para o Madureira fazer o gol (isso no campeonato inteiro). Acho que o Fabiano merece um banquinho de reservas, mas será um jogador importante na fase final.

Por falar nela, está cada vez mais difícil chegar entre os oito (isso que o Guarani, visto por mim e por muitos como bicho-papão, se apagou). Outro time que decepcionou foi o Marília, hoje lutando para não cair pra A3. De resto, o São Bento está bem depois daquela série de cinco vitórias e alguns empates seguidos. Tivéssemos feito a lição de casa e vencido o Flamengo em Guarulhos, estava tudo em ordem. Mas sãobentista que é sãobentista tem que comemorar só no apagar das luzes. Por falar em luzes, os caras do CIC desligaram os refletores menos de cinco minutos depois do fim do jogo, uma baita de uma sacanagem, mas tudo bem.

27 de janeiro de 2010

Nossa torcida vale uma A1

Se as arquibancadas valessem pontos, hoje estaríamos em segundo (mas não é por nada não, eu não entendo como o São Bernardo leva tantos torcedores assim como são relatadas nas súmulas disponíveis no portal da Federação Paulista de Futebol. Fiz contas baseando nos dados de ingressos vendidos e não na questão de público mesmo, pois vivemos sempre as mesmas dificuldades do amadorismo na A2. Ninguém divulga público e renda, como deveria ser segundo o Estatuto do Torcedor.

Calculei as informações até a quarta rodada, ou seja, praticamente todos os times mandaram duas vezes. Não tenho espanto nenhum quanto aos números (apenas como já disse antes sobre os números do São Bernardo que são bastante discutíveis, porém fico só nas especulações mesmo). Enfim. Para quem não tinha ainda conseguido calcular em números aquilo tudo o que já sabemos no olhômetro, vai a tabela dos ingressos VENDIDOS (acho que não preciso explicar que temos os carnês e eles são sim contabilizados, mesmo quando quem o comprou não vai ao jogo:

Média de ingressos vendidos
01º (3.405.0) 2 JG: São Bernardo
02º (3.378.5) 2 JG: São Bento
03º (3.199.0) 2 JG: Guarani
04º (2.616.0) 2 JG: São José
05º (2.410.0) 2 JG: Linense
06º (1.783.0) 1 JG: Noroeste
07º (1.590.0) 2 JG: Guaratinguetá
08º (1.455.0) 2 JG: União Barbarense
09º (1.111.5) 2 JG: Osvaldo Cruz
10º (1.036.5) 2 JG: Marília
11º (0.748.0) 2 JG: Catanduvense
12º (0.693.5) 2 JG: Flamengo
13º (0.575.5) 2 JG: Votoraty
14º (0.460.0) 2 JG: União São João
15º (0.400.0) 2 JG: América
16º (0.371.0) 2 JG: Rio Preto
17º (0.366.5) 2 JG: Taquaritinga
18º (0.319.5) 2 JG: Osasco
19º (0.303.0) 3 JG: Atlético Sorocaba
20º (0.157.5) 2 JG: Pão de Açúcar

Dá para constatar que além de sermos o segundo em número de vendas (não me restam dúvidas que se somos o segundo em termos de pessoal no gramado perderíamos apenas para o Guarani que não tem campanha de carnês. Esse ano nosso Bentão tá com público de elite e futebol de terceirona. Uma pena. Tenho certeza de que se o Azulão estivesse lá nas cabeças poderíamos até ultrapassar os cinco mil pra cima, sem dúvidas. Mas com esse desempenho é natural que a torcida esmureça. Não dá para culpar quem desiste de ir ao Walter Ribeiro para não sofrer ainda mais.

Uma pena, pois o trabalho da diretoria, pelo menos nos holofotes, parece ser bem intencionado e eles gostam muito do São Bento. William, quanto às viúvas de David, acho mais que natural que elas reapareçam. Na democracia que levou Manenti à presidência poderá levar qualquer outro se a torcida reunir suas forças. Não desejo isso agora, é muito pouco tempo para se julgar a nova diretoria como incompetente, mas não adianta querer refutar essa possibilidade. Pessoalmente não tenho opinião quanto a isso, independente da diretoria queria ver o Bentão novamente na elite e o que decide isso é o jogo, o futebol, é lá dentro de campo mesmo.

Para contabilizar, oficialmente a torcida já bancou R$63.945,00. Isso em apenas duas rodadas passadas. Como diria William, o maior patrocinador do Bentão é mesmo a torcida. Que fique claro que não é de pouco não, esse valor ultrapassa o de muitos parceiros do São Bento nessa empreitada dura. Está mais do que claro que teremos sorte se tivermos ao menos a chance de lutar contra o rebaixamento, pois com o futebol de hoje só não iremos cair se outros quatro times forem tão ruins quanto o Azulão. Que essa vitória de raça contra o União Barbarense sirva de reação para que os torcedores não sofram tanto.

25 de janeiro de 2010

Copa Paulista: HOJE, um mal necessário

Ainda não é hora de desespero e sim de se refletir. Claro que assusta estar na zona do rebaixamento, mas quando olhamos para frente vemos que com umas duas vitórias é possível voltar para nossa sagrada luta de todo ano para ficar entre os oito. Mas como disse, é preciso refletir muito para encontrarmos essas duas vitórias. Que esse ano ia ser dureza eu já sabia, mas nem tanto assim. Eu achava que estaríamos hoje com uns cinco pontos (isso porque eu sabia que contra o Guarani e o Guaratinguetá a chapa ia esquentar mesmo e seria difícil vencer).

Imaginava que o Pão de Açúcar daria menos trabalho que o Guaratinguetá, mas como o William já disse, o futebol não é uma ciência matemática. Quem diria quase ganhar do Guará (todos vimos que perdemos por um apagão inexplicável), e ao mesmo tempo levar uma sova do clube pequeno e rico da capital? Quando vemos a tabela hoje, vemos que alguns times não mereciam estar a nossa frente em termos técnicos, como União Barbarense, América, Catanduvense, Osvaldo Cruz, Taquaritinga, Flamengo e Rio Preto. Mas estamos atrás por nossas próprias pernas (ou à falta delas).

União São João, Guaratinguetá, Guarani, Pão de Açúcar, Linense e Votoraty (que já tinha um time muito bom pelo que mostrou na Copa Paulista e não me demonstra ser uma surpresa), devem efetivamente serem os páreos-duros pelas quatro vagas. Mas surpresas acontecem e espero que o Bentão seja uma delas. Hoje seria sim uma surpresa conseguirmos subir (ficar entre os oito é outra história bem diferente). Tinha me esquecido ainda do Noroeste, que também deve vir muito quente para subir de novo, tem a estigma de ter ainda o trabalho de anos de A1 e não está longe de mostrar sua força quando o bicho for realmente pegar na fase final.

Não precisamos olhar para os números para constatar que a nossa maior falha está no sistema defensivo (de novo). Mas não custa nada dizer que somos a defesa mais vazada com sobras: onze gols sofridos. Nem Atlético e Osasco sofreram tanto (olhem que estão levando goleadas homéricas). Antes até de treinar finalizações, temos mesmo é que treinar a zaga. Logo vemos que há muito chão ainda para se correr e hoje vejo uma competição como fundamental para que esse tipo de erro que sempre ocorre ao Bentão simplesmente se apague: uma competição no segundo semestre.

Não falaria da Copa Paulista, afinal essa só consome dinheiro dos clubes já pobres, mas esse é um mal que vejo como necessário. Não temos condições de TODO SANTO ANO, termos que refazer o elenco por completo. No interior temos sim grandeza para disputar uma competição difícil como é a A2, jogar uma Copa Paulista mesmo que não seja para vencer e nos sustentármos minimamente em termos financeiros. Com isso, faríamos como o Votoraty, que tem uma base há um bom tempo e só troca algumas peças. Eles sabem os jogadores bons que têm e os que não rendem vão embora. Ainda sobra uma chance de negociação com os bons, como o Nicácio.

Enfim, que esse seja um ano que possamos dizer: “É, vamos aproveitar o Alan da zaga, o Da Silva na lateral, o Leandro Mello de volante, o Gilmar Baiano no meio e o Pablo no ataque para o ano que vem. E ainda temos a chance de contratar outros jogadores que podem dar certo”. Viver de apostas todo santo ano não dá. É preciso ter base, senão vamos ficar sempre apostando em uma loteria que poucas vezes dá certo. Copa Paulista (infelizmente assumo), um mal necessário.

21 de janeiro de 2010

Assim não dá!

Quero em primeiro lugar justificar que o título dessa postagem é apenas um desabafo. Não dá para trocar o Abelha agora, demití-lo. É hora de acreditar no poder de reação tanto do técnico quanto dos jogadores. O pior é que o time joga bem, mas sofre com apagões. Dessa vez foi depois dos trinta e tralalá do segundo tempo. A diretoria não tem culpa nenhuma da proximidade do rebaixamento que nos assola no final da terceira rodada, quando por justiça deveríamos estar entre os oito.

Não é hora de desespero, nós sãobentistas sabemos que nascemos para sofrer, sim. Tenho certeza que virão vitórias, mas para quem não estava no Bentão nos últimos anos, vamos contar como foi o ano passado. Começamos como sempre, tropeço aqui, vitória surpreendente ali. Ficamos um tempão no meio da tabela, quando então conseguimos começar a subir, mas já era tarde demais. Não é hora de cobrança, afinal perdemos do Guaratinguetá e devemos colher os frutos de uma partida que foi muito bem jogada pelo São Bento.

Pecamos pelo apagão, mas acima de tudo pecamos pelas finalizações que não entraram (mais uma vez). Teríamos no mínimo empatado com o Guarani se o Fabiano tivesse feito aquele gol feito que me foi narrado pela CruzeiroFM. E hoje foi a mesma coisa. Estava 1 a 0 e as chances pipocavam, mas nada. Me desculpem, mas tava na cara que íamos sofrer gol. Gênio foi quem inventou a famosa frase: "Quem não faz, toma". Isso sempre acontece.

Agora, Abelha, já é a segunda partida seguida na qual você erra. Todas as suas substituições são as famosas 6 por meia dúzia, é meia no lugar de meia, atacante no lugar de atacante. Todas as vezes a coisa desandou. Na única que você trocou foi um meia por volante, o Marcos Alexandre contra o Guarani. De novo ele ganhou uma chance, de novo está provado que ele não presta (mais uma vez desculpe pela sinceridade). E olha que fui criticado quando falei mal dele, mas tudo bem, quando a gente critica um amor incondicional, é pelo bem. Não fico puxando saco e esse é um defeito que tenho e assumo.

Mais uma vez digo: confio em você, Abelha, mas chega de tropeços. No fundo a culpa toda não é sua, mas treine finalizações, pense bem nas substituições. Às vezes é bom segurar um pouco o jogo, não adianta querer se meter a valente a todo momento e querer golear. Na A2 qualquer 1 a 0 já é goleada, sabemos disso. Nada de culpar o Celsinho que jogou menos de quinze minutos e não poderia comprometer sozinho o grupo todo. Esse é o ano em que eu mais fiz valer o título do blog de William, mas é preciso resultado. Jogar bem dá pra ver que já é uma etapa razoavelmente vencida, mas é preciso vencer.

19 de janeiro de 2010

Contas e mais contas

Ano passado subiram Monte Azul, Rio Branco, Rio Claro e Sertãozinho. Podemos tirar o que disso tudo? Que subiram os times que ficaram, respectivamente em 1º, 3º, 4º e 7º. Em termos numéricos, a única surpresa foi a ascenção do Sertãozinho frente a vice-liderança conquistada pelo União São João. Logo, ficar entre os quatro primeiros é muito importante.

Se formos pensar apenas na qualificação para a segunda fase (sempre medindo pelo ano passado), precisamos de 30 pontos, mas o quarto colocado ficou com 32, uma diferença muito pequena, mas que no fim faz a diferença. Com 20 nos livrariamos de um rebaixamento (bate na madeira), porém esse não deve ser nosso destino esse ano.

Em 2008, subiram Santo André, Mogi Mirim, Botafogo e Oeste. Não precisamos nem lembrar dos acessos de Mogi e Oeste (até hoje sei que não subimos por incompetência própria sim, deveríamos ter ganhado o dérbi, metemos bola na trave, enfim, tínhamos que ganhar). Naquele ano 28 pontos garantiam a segunda fase e também com 20 os times estariam livres por completo da A3. Uma diferença muito pequena.

Naquele ano, subiram o 1º, 3º, 5º e 6º, uma diferença menor que a do ano passado, mas cabe frisar que o 2º foi o Atlético Sorocaba e eles perderam uma vaga certa para o pobre Oeste de Itápolis. Ficar entre os quatro é fundamental.

Vou-me aos chutes:
Guaratinguetá: empata (4Pts);
Pão de Açúcar: ganha (7Pts);
União Barbarense: ganha (10Pts);
Osasco: empata (11Pts);
São Bernardo: perde (11Pts);
Noroeste: empata (12Pts);
Marília: ganha (15Pts);
Flamengo: ganha (18Pts);
Taquaritinga: ganha (21Pts);
Catanduvense: ganha (24Pts);
Rio Preto: ganha (27Pts);
Atlético Sorocaba: ganha (30Pts);
Linense: perde (30Pts);
Osvaldo Cruz: ganha (33Pts);
Votoraty: empata (34Pts);
União São João: empata (35Pts);
São José: perde (35Pts).

Depois de os matemáticos serem extintos do futebol depois do Campeonato Brasileiro do ano passado, não temo dizer que tudo isso não passa de especulações apenas. Mesmo assim, eu puxei um pouco a sardinha para o nosso lado e, mesmo sem ter o objetivo traçado desde o início da análise, somaríamos com isso 35 pontos, mais que o suficiente para entrarmos entre os quatro primeiros (calculando que o Guarani deve ter uma campanha extraordinária).

18 de janeiro de 2010

Primeiras impressões de 2010

Fonte: Portal de Paulínia

Ontem o Guarani nos atropelou, mas nem por isso o resultado deve ser visto como ruim. Tomar um sacode às vezes é bom para que o elenco perceba que a Série A2 é duro de roer. Contra o Bugre seria quase impossível vencer, mas teve hora do jogo que deu para sonhar. Mas quanto a essas informações de jogo, deixo para o William Alves que bem faz. Vamos para os palpites e as constatações desse ano de 2010 (mesmo que prematuramente).

Apenas duas rodadas se passaram, mas já dá para ter algumas certezas para esse ano de 2010. Nossa torcida novamente dará um show à parte. Foram mais de três mil torcedores no primeiro jogo e esse número deve aumentar para o próximo duelo contra o Guaratinguetá (páreo duríssimo). Temos novamente um manto azul royal, como bem diria William Alves, e o uniforme inegavelmente é o mais bonito desde a década de 80.

Quanto ao nosso time, temos graves problemas no sistema defensivo. Que não se considere esse comentário como uma crítica à atual gestão (afinal todas as críticas feitas nessa presidência do Luis Manenti são vistas como pejorativas - não é assim). Já temos problemas na zaga desde 2007, quando caímos. Nunca mais tivemos uma boa zaga como em 2005 e 2006. Quem não se lembra de Esmerode, Rogélio, Cléber e Fábio Lima? Em 2008 até que o time deu uma embalada, mas não tinha grande sistema defensivo, assim como 2009. Esse ano essa deficiência PARECE se manter. Vamos dar tempo ao Abelha.

As alas também estão bem precárias com Blau e Dias. Eles até apóiam, mas não marcam e deixam avenidas para os adversários. Como a zaga não é das melhores, cada ataque é uma pontada no peito. Porém do meio-campo pra frente, temos um horizonte muito favorável. Nossos volantes titulares são bons e no banco temos o Mattos que também joga bem. Marcos Alexandre não tem condições, que me desculpem os fãs dele. Nossos meias parecem ser muito bons, já que Gil Baiano seria uma opção de banco (nesse sentido logicamente abaixo dos titulares), mas já mostrou que sabe jogar. Ortiz e Cristiano devem ser muito bons mesmo para que o Abelha queira deixar o Baiano no banco. Ainda vem Celsinho (se não fosse ele só teríamos o Fusca em condições decentes ano passado).

No ataque, não poderia ser melhor. Fabiano tem aquele jeitão de Aloísio, trombador, mas importante para servir outros atacantes. Pablo se movimenta bem pelos lados do campo, avança e possui um instinto matador, decisivo. Júlio Madureira ainda carrega bom currículo e todos sabem que ele tem condições de marcar muitos gols, também é matador. Só o Gilsinho que ainda tem que mostrar serviço.

Linahs gerais, time bom, precisa só acertar a zaga para estar MUITO, mas muito perto de conseguir uma das quatro vagas (ainda é cedo para afirmar, mas otimismo vale a pena). Creio que abaixo de Guarani e Guaratinguetá, que já estaremos livres depois da terceira rodada, todos estão no mesmo nível, mas o Bentão está com um passo a frente. Que venha Da Silva e Adílio para jogarmos no 4-4-2, pois no 3-5-2 vai ser osso. Ganharemos força com quatro defensores e com mais um meia. Se esse Ortiz for tudo isso mesmo, ano que vem deve ter elite do paulista.

23 de dezembro de 2009

Ano que vem o bicho vai pegar

Será a A2 mais difícil dos últimos anos, mas com o time que temos devemos ao menos nos classificar para a segunda fase. Nós sabemos pela história que depois disso meio que vira loteria. No ano do último acesso em 2005, o Bentão foi como um trator até a segunda fase para depois sofrer na segunda fase. Uma das injustiças da A2 é essa história de dividir o campeonato em duas fases, praticamente excluíndo o que se fez até o momento chacal para garantir a vaga na elite.

Nesse sentido, até a própria Copa Paulista é injusta, mas tanto faz, não nos importa muito nesse primeiro semestre (na minha opinião nem no segundo, tudo vai depender do desempenho do Azulão no Paulista). Pelo que pude ler sobre os jogos preparatórios do São Bento até agora, dá para ver que teremos dificuldades no início do campeonato, mas é torcer para engrenar depois que o time se acertar. Inegavelmente estamos atrás de quem já jogou a Copa Paulista esse ano, mas nada que não seja possível reverter. Oitavo já é o bastante nessa primeira fase.

Em uma análise ainda rasa, os times que subiram da A3 esse ano não devem ser presas fáceis. Pão de Açúcar, Votoraty e Grêmio Osasco serão times chatinhos, mas vencíveis. Claro, nossos vizinhos vêm embalados e com um time muito bem entrosado. Quem viu a final da Copa Paulista não viu apenas um passeio do Votoraty, como um time que tem chegada e um toque de bola muito bom. Já o Osvaldo Cruz é uma incógnita, mas não deve alçar grandes voos. Tudo isso especulação, na A2 é impossível julgar favoritos e rebaixáveis sem ver a bola rolar, tudo muda muito rápido.

Dos que caíram, é inquestionável que Noroeste, Marília, Guarani e Guaratinguetá devem vir fortes. Na Série C o Guaratinguetá garantiu um importante e invejável acesso à Série B, o Guarani esteve aí para qualquer um ver, ano que vem na elite nacional, o Noroeste tem estrutura para botar muito time aí na roda e apesar de estar em decadência, viveu muitos anos lá na ponta do Paulistão. Já o Marília caiu na primeira fase da Série C, mas por muito pouco. Foi prejudicado por ter que jogar sempre longe, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, com clubes de expressão razoável como Caxias e Criciúma. Estão quentes para o ano que vem.

Do resto, os velhos conhecidos América, Flamengo, Rio Preto, São Bernardo, São José, União São João e tantos outros que estão no mesmo nível do Bentão. Talvez estejamos até um passo a frente de muita gente aí que antes vinha com ar de favoritismo. Até mesmo o Atlético Sorocaba deve penar para conseguir alguma coisa. Agora é esperar ansioso pela estreia. Que venha a vitória.

9 de dezembro de 2009

Análise das camisas interioranas

Segue abaixo uma análise sobre as camisas dos mais tradicionais clubes do interior que me vieram à cabeça. Esqueci do São José, mas tudo bem, fica aqui o registro que eles são tradicionalíssimos também. Cheguei a conclusão que podemos ter uma camisa nota 10 se fugirmos de algumas ciladas que o mercado oferece. Fica o registro que algumas dessas camisas podem estar desatualizadas, mas serve de exemplo apenas. Confiram:

XV de Piracicaba – nota 9.0
Em Piracicaba se vende não apenas a camisa oficial do XV como a de treino e duas camisas comemorativas muito bonitas. Nenhuma delas por um preço exorbitante. Se William reclamou que as camisas do Mickey são totalmente descontextualizadas com seu tempo, já que se imaginava uma camisa mais antiga, as do XV de Piracicaba são realmente invejáveis. O material esportivo é desconhecido, Deffende.

Botafogo – nota 8.0
Para se vender uma camisa fiel à da história do clube, mas infelizmente cheia de patrocinadores. Faz parte, estamos acostumados, porém o Botafogo possui benefícios inversos aos do XV e vice-versa. A Kanxa é a fornecedora oficial, ao menos mais conhecida que a Deffende, mas não oferece opções de camisas antigas. Porém o material é bom. Preço caro, que derrubou a nota.

Comercial – nota 7.0
Do ponto de vista da beleza, a camisa é boa, afinal tem poucos patrocinadores, todavia a fornecedora é a RibSilk Sport, toda feita em silkscreen e nem por isso uma camisa barata. Para quem pode pagar, muito bom, mas bem cara mesmo para o produto que se oferece. Deixa a desejar.

Ferroviária – nota 8.0
Camisa bonita e de um fornecedor velho conhecido da torcida do Bentão: a Nakal, do time que caiu em 2006. A maior virtude desta empresa, sem sombras de dúvidas, é o fato de que ela faz camisas limpas, ou seja, se ela é azul, ela vai ser inteira azul, se for branca, será inteira branca e ponto. Em um mundo recheado de mal gosto para misturar as coisas, quem aposta no básico até que sai ganhando. Mas cara que dói. Poucas opções de compra.

Inter de Limeira – nota 8.0
Os sãobentistas podem até odiar a Deka por motivos óbvios, mas na Inter de Limeira não há o que falar de mal. Uma camisa bem construída e vendida sem qualquer patrocinador e que mantém as tradições do clube, sem firulas. Preço razoável, mas ainda um pouco salgado. Bonitas camisas, mas falta de opção.

Juventus – nota 9.0
Mais uma bola dentro da Deka. Me perdoem novamente os sãobentistas, mas impecáveis as camisas do Juventus. Seguem a risca as tradições do clube e não inventam, tanto a principal quanto a segundária. Além de tudo, o Juventus ainda vende um modelo retrô que pode não ser perfeito, mas é bem bacana. Todavia, a Deka não tem nada a ver com isso, ela é da Liga Retrô.

Paulista – nota 9.0
Opções diferentes, belos desenhos, camisas perfeitas. Preço caro, mas pudera são da Puma. Prova de que há chances de se ter uma boa camisa com um bom fornecedor, mas não deve sair das lojas com facilidade. R$140 devem fazer com que ninguém se arrisque a pedir um empréstimo para ter uma boa camisa do Paulista, apenas os mais fanáticos (e ricos).

Bragantino – nota 10
As camisas podem até ser caras, mas não são tanto perto da qualidade. R$100 no máximo pela primeira camisa de jogo e de uma marca que não perde tanto para grandes nomes nacionais: a Champs. Muitos modelos para escolher, muitos deles baratos e bacanas. Uma camisa comemorativa, camisas de treino, boné, tudo para todos os gostos. Sem dúvidas um exemplo. Essa marca deve ou deveria ser uma boa opção para o Bentão.

12 de novembro de 2009

Relembrar é viver

Nosso melhor campeonato estadual foi certamente o de 1963. Ano em que subimos para a elite e nela seguramos a honrosa 4ª posição. Foram 13 vitórias, 6 empates e 11 derrotas. Contra os grandes ocorreram grandes surpresas, uma delas a maior vitória da história do São Bento. Não em termos numéricos e sim simbólicos: 3 a 2 sobre o Santos de Pelé. Foi no dia 30 de Outubro, no estádio Humberto Reale.

Naquele mesmo campeonato o Bentão ainda venceria no dia 4 de Agosto a Portuguesa pelo placar de 4 a 0, também no Humberto Reale, local em que empataria por 2 a 2 contra o Palmeiras. Foi um ano espetacular para o Bentão. Em 1964, o Bentão venceria pela primeira vez o clube italiano da capital por 2 a 1 em pleno Morumbi, para no Humberto Reale superá-los mais uma vez pelo mesmo placar.

Sofremos muito contra os grandes, é verdade, mas podemos nos considerar honrados pelos times que nos representaram entre 1963 e 1991, triste ano da queda. Incluíndo os jogos dos anos de 2006 e 2007, o Bentão venceu o São Paulo 6 vezes, empatou 14 e perdeu 37. Já contra o Palmeiras nosso retrospecto é um pouco melhor, com 12 vitórias, 10 empates e 35 derrotas. Com o Corinthians como adversário, foram 8 vitórias, 10 empates e 39 derrotas, já contra o Santos, 7 vitórias, 21 empates e 27 derrotas. Nada mal, na minha opinião. Mais abaixo, contra a Portuguesa, temos 11 vitórias, 15 empates e 27 derrotas.

A última vitória contra o São Paulo a gente lembra bem, veio em 2006, por 2 a 0, jogo histórico com gols de André Leonel e Celsinho. Já contra o Palmeiras ela veio em 1990, por 1 a 0 no Walter Ribeiro. Com o Corinthians do outro lado ela já foi há mais tempo ainda, em 1987, por 2 a 1. Mas em 2007 lembramos muito bem da vitória contra o Santos por 2 a 0 e gols de Roberto Santos e Sérgio Júnior. Contra a Lusa, vencemos em 2006 no Canindé, quebrando uma escrita que vigorava desde 1988, com uma vitória simples também na capital.

Hoje meu grande sonho é voltar a vencê-los na elite. Sonhar não custa nada, quem sabe montamos um time que engrene e vá para frente? Isso tudo é possível e que já seja ano que vem, para dar uma moral que nossos torcedores não sentem desde 2005.

24 de outubro de 2009

Quem sabe algum dia

Dia de jogo. Humberto Reale lotado para a reinauguração, Sorocaba em festa com o Bentão de novo jogando uma partida de primeira divisão nacional, depois de muitas lutas. Tricampeão do interior paulista, o clube de Sorocaba estreia contra um Corinthians em crise e pode até vencer. Dos vinte mil torcedores, mais da metade veste a cor azul marinho nas arquibancadas.

Exatamente um ano após comemorar o centenário, os sãobentistas ganharam de presente a vaga na elite nacional e agora sonham em chegar à Copa Sul-americana, em uma ascenção surpreendente. Apesar de ainda distante a possibilidade da Libertadores, os torcedores acreditam. Depois de muitos treinos no Centro de Treinamentos do clube, localizado dentro de uma das sedes mais estruturadas do interior, o São Bento já se recupera no ranking da CBF e deve surgir como um dos favoritos à conquista da Copa do Brasil do ano que vem.

Tudo isso começou quando o clube sanou suas dívidas e investiu na reconstrução de sua sede, já no ano de 2010, onde se sagrou campeão paulista da Série A2 de forma invicta. No ano seguinte, em uma bela campanha, quase se classificou para as semifinais da elite estadual, mas foi campeão da disputa pelo título do interior, conquista inédita em sua história. Garantiu vaga na Série D e foi logo campeão, subindo à Série C. Em 2011, repetiu o sucesso no Paulista e se sagrou bi-campeão do interior, além de subir para a Segundona do Brasileiro, em grande festa.

Com um elenco cheio de novos craques em 2012, revelados na categoria de base considerada uma das referências do país, o São Bento surpreendeu novamente, foi tri-campeão do interior e garantiu vaga na elite nacional. Levou dois jogadores para as seleções Sub-20 e Sub-17, ambos campeões do Mundial nas categorias. Depois de quase quarenta anos sem levar um jogador que revelou à Seleção Principal, o Bentão de quebra recebeu três pré-convocações de seus atletas para a Copa do Mundo de 2016. Cogita-se que ano que vem alguns craques brasileiros acima dos trinta retornem ao país direto para Sorocaba. Bentão favorito ao primeiro triunfo no Campeonato Paulista.

Um dos mais modernos estádios do país foi construído do zero após sua demolição no ano de 2009. Sem parceiros, o clube conseguiu de seus torcedores verba suficiente para um projeto ambicioso do ponto de vista estrutural. A ideia inicial era construir um pequeno estádio para dez mil torcedores, mas como a torcida voltou a impulsionar o clube nos meses seguintes à sua reinauguração, o clube voltou a mandar jogos no Walter Ribeiro provisoriamente até concluir sua nova reforma. Cobertura e cadeiras em todos os espaços foram implantadas, além de novas arquibancadas, que totalizam hoje vinte mil lugares. Na última partida do São Bento no CIC, veio uma despedida em grande estilo, com o tri-campeonato do interior paulista.

21 de outubro de 2009

Renderam-se ao pacotão!

Estava muito contente com o trabalho minucioso do Abelha em montar o elenco aos poucos, com muito cuidado mesmo e pode-se dizer até que demorou, mas mais uma vez o São Bento se rendeu ao pacotão de reforços. Isso deu certo pouquíssimas vezes na história do futebol, mas nós insistimos sempre no mesmo erro. Estamos em outubro, não precisamos ter essa pressa toda, tem gente se matando ainda pela Copa Paulista, que definitivamente só atrapalha.

No pacote, Rodrigo Dias, João Paulo, Marcos Alexandre, Anderson e Vagner Garibaldi. Tudo bem, nós não temos dinheiro para querer algo melhor que isso, então seria muita crueldade afirmar que as contratações foram ruins, mas apenas devido às circunstâncias. Eles não são bons. Também não há como falar que a nova gestão conseguiu mudar o São Bento assim do nada, da água para o vinho, infelizmente isso é impossível.

Essa mudança virá só com o tempo e pelo que pude constatar, ano que vem será um ano bem parecido com esse: meio da tabela, luta de vez em quando para estar entre os classificados, luta de vez em quando contra os quatro últimos. Marcos Alexandre é um bom exemplo do fato que nosso elenco não vai ter um salto de qualidade. Ele já é velho conhecido dos sorocabanos e raríssimas vezes jogou bem.

Rodrigo Dias sim é um jogador que traz grande esperança, mas é apenas um lateral. Se formos gastar dinheiro com alguém de verdade, que seja atacante. Nesse ano percebi que um bom atacante pode levar o time longe: Lincon, do Rio Branco de Americana no primeiro semestre, carregou o clube até a elite paulista e o vice-campeonato da A2. De quebra foi artilheiro da competição. Não quero ser chato nem anti-sãobentista, pois já temos vários, mas vamos ter calma com as contratações, para não termos que implorar por novos reforços depois de iniciado o torneio.

19 de outubro de 2009

Meu sangue azul

Muitos sempre duvidaram de meu sentimento por um clube tão modesto quanto aquele que torci por tanto tempo. Sou nascido em Votorantim, cidade vizinha a uma das grandes capitais do interior, Sorocaba. Nesse município sim está localizada uma de minhas paixões: o Esporte Clube São Bento. Não nasci beneditino, isso é certo e confirmado. Meu amado pai, fanático torcedor do São Paulo me transmitiu com muito sucesso esse sentimento em minha infância e, dos grandes, ainda fico feliz pelas vitórias deste tricolor. Mas na adolescência fui simplesmente tragado por uma emoção diferente, avassaladora.

Com 18 anos me mudei para São Paulo e apesar de parecer contraditório, foi a partir desta data que o clube de meu pai e meu até então, se tornou só a segunda opção. Pela primeira vez visitei o Morumbi e confesso gostar do clube paulistano, mas tudo mudaria graças a meus amigos de faculdade. Quando saí de Sorocaba foi para fazer faculdade de Jornalismo na PUC-SP e logo meu apelido para alguns foi mais que natural: Sorocaba. Certamente entendi que quando você está distante de sua casa e se torna uma minoria, frente a tantos paulistanos, sua origem se torna como uma identidade.

Nesse tempo me perguntaram se torcia para o São Bento ou para o rival Atlético Sorocaba. Nunca havia sido um torcedor fanático do clube celeste, mas um instinto mais que natural me fez responder sem titubear: São Bento. Depois dessa resposta, posso dizer que me tornei um dos torcedores mais fanáticos desse clube tão belo. Comecei a ver coisas que ninguém via (não eram duendes, tampouco alienígenas e naves): a beleza de torcer para o clube de sua própria cidade. Sofrimento foi uma das maiores causas da criação intensa da massa corinthiana na capital e também a geradora de minha torcida incondicional pelo Bentão de Sorocaba. Torcer para time grande é muito fácil, sempre gostei de ir além do óbvio, de comemorar cada gol como se fosse um título.

Logo percebi que me juntei a muitos loucos por esse clube, muitos deles amantes do São Bento por herança dos pais. Conheci as histórias e façanhas de um time de fé, de sofrimento, de tudo aquilo que os grandes se chamam. Creio que foi para mim uma de minhas grandes virtudes ver que não somente existe Campeonato Brasileiro, Copa Libertadores e Copa do Brasil. Dar valor aos duelos estaduais me fez conhecer não apenas o querido Azulão, como outras histórias ricas de cidades distantes, mas semelhantes à minha. Botafogo, Comercial, Rio Preto, América, XV de Piracicaba, Ferroviária, São José, entre tantos outros dos grandes do interior, que me fizeram conhecer tantas cidades incríveis.

Hoje sou beneditino por completo (quase, em respeito a meu querido pai ainda comemoro algumas vitórias do São Paulo – apesar de que num confronto direto, fico com o São Bento sem pensar uma vez). Conheci pessoas incríveis nessa jornada e sinto que ficarei ao lado deste clube sofrido até que não tenha mais forças para gritar. Já está em meu sangue azul.

8 de outubro de 2009

Por onde anda Fabiano?

Esse é falado até hoje nas arquibancadas. Em ano de Yamada no gol principalmente e com o retrospecto de Alencar. Sem dúvidas Rafael, o goleiro do time que caiu, foi o último que deixou saudades. Se o Maurício fosse mesmo o titular naquele ano, passaríamos mais vergonha ainda. Mas enfim, Fabiano de fato deixou boas lembranças.


Fabiano, o goleiro do acesso

Goleiro do acesso fechou o gol e hoje defende as cores do Campinense, da Série B nacional. Ele passou também por Noroeste, onde fez um ótimo Paulistão e ainda jogou no Mirassol esse ano, clube que fez sucesso na elite e garantiu vaga na Série D. Seria ótima opção para o gol, mas já fechamos dois goleiros para a próxima temporada. Com 32 anos, Fabiano Bolla Lora sofreria em 2003 com um fato bizarro: jogando fora de casa pelo América Mineiro, ele agrediu o árbitro Marcos Tadeu Silva Mafra. Muito provavelmente o juiz falou abobrinha e a Muralha devolveu com tabefes bem dados. Lembro que ele tinha razão.

Atualmente sua fase não é tão boa, o Campinense, não apenas por sua culpa, é óbvio, já levou 56 gols, a pior defesa disparada da competição e com 26 pontos, o clube que conquistou o acesso ano passado deve voltar à terceirona. Nada que manche a carreira de Fabiano, que pode até não ser reconhecido mundo a fora, mas no Bentão é bem quisto até hoje.

4 de outubro de 2009

Esporte Clube São Bento Virtual

Esse não é o primeiro, mas surgiu com a pretensão de se tornar o melhor dos Esporte Clube São Bentos existentes no Hattrick, jogo virtual no qual você é o dono de seu próprio clube. Como homenagem a nosso maior jogador, (isso pode gerar inúmeras discussões, eu sei) ou ao menos o que eu considero como o maior, nosso estádio se chama Luis Edmundo Pereira. Ainda não temos a famosa categoria de base, que tanto prego no mundo real, mas a grande possibilidade é que eu homenageie outro grande atleta, conhecido nacionalmente, o Marinho Perez.

Algumas rodadas da 8ªdivisão, na qual boa parte dos times inicia suas caminhadas, já rolaram e o Bentão virtual já é um dos candidatos ao título. Apenas uma derrota e três vitórias. Quem sabe um prelúdio do que pode rolar nos gramados de verdade ano que vem?

Outro aperitivo do mundo virtual são os amistosos que todas as quartas são jogados e desde o início da caminhada já foram três jogos contra uma versão virtual do nosso arqui-rival Atlético Sorocaba. Até agora, duas vitórias do Azulão jogando em casa e um empate no estádio rival. Um bom retrospecto e mesmo de mentira, as partidas foram semelhantes: na técnica o Bentão não é melhor, mas sobra na raça.

De resto, é um jogo muito divertido e que não tem a pretensão de ser um simulador altamente tecnológico. Muito pelo contrário, seu apelo à realidade se dá apenas no fator cronológico, já que os horários são fiéis: as partidas podem ser assistidas (na verdade acompanhadas por um relatório que se atualiza ao vivo) em tempo real, ou seja, duram mesmo 90 minutos. E você tem que esperar é lógico chegar a próxima quarta para outro jogo. Uma diversão que recomendo, já que não cobra muito tempo. Basta escalar o time e comprar jogadores. Na barra lateral atualizarei as tabelas da caminhada sãobentista virtual.

2 de outubro de 2009

2010: vai ser pedreira

Ano que vem a A2 será difícil. Para começar, teremos que vencer Guaratinguetá, Marília, Guarani e Noroeste, os rebaixados deste ano. Só esses já devem engrossar bastante a parada. Do outro lado da tabela, ou seja, os que subiram da A3 para a segundona, creio que apenas o Pão de Açúcar pode ameaçar, apesar do vizinho Votoraty ter conseguido o título. Eles têm dinheiro e podem montar um time forte, ao contrário dos votorantinenses amigos-rivais.

De fato não creio em rebaixamento, como alguns beneditinos mais sofridos apontam. Tomara que a gente não caia, pois aí a esperançosa gestão de Manente vai por água abaixo logo no início. Não por não confiar no sucesso futuro, mas pelo fato de que demoraríamos muito mais para lutar pelo acesso à elite, nosso desejo maior. Seria 2010 perdido, 2011 de luta, 2012 de mais luta ainda, ou seja, sejamos positivos em pensar no acesso, apesar de parecer muito difícil.

Enfim veio um pacotão de reforços (nunca gosto da ideia de contratar um monte de gente junto, não costuma dar certo, mas dessa vez vai dar, tomara). Rodrigo Dias, João Paulo, Marcos Alexandre e Anderson não me demonstram muita esperança. Mas na fonte nada confiável na qual obtive essas informações, o Portal Futebol Interior, li que os jogadores assinaram até o final do ano que vem, ou seja, para a disputa de uma possível Copa Paulista no ano que vem. Desde já vemos um avanço, já que o pensamento do São Bento é o de manter uma base para evitar os desmanches tão comuns que só nos complicam em cada um dos difíceis inícios das temporadas.

Podemos até errar no início, mas teremos a chance de segurar alguns dos bons jogadores e não perdê-los sempre que chega maio e o final do Paulistão. Meu pitaco da vez é ver aquele meia Everton, que jogou no Bentão e hoje defende o Treze da Paraíba. Celsinho também é o velho craque de sempre, para a A2 seria legal tê-lo de volta. Outro jogador do Treze que está meio jogado às traças e seria um elemento diferencial no plantel seria o meia Rosembrick. Mas só delírio, ele seria caro demais, a hora é de juntar uma graninha e pagar as dívidas.

28 de setembro de 2009

Fora o título, não vale nada!

Não me resta dúvidas de que a Copa Paulista é um título desejado por muitos clubes do interior, na realidade consideraria praticamente como um Campeonato Paulista dos pequenos. Fora os quatro grandes, que vez ou outra vêm representados pelos clubes de aspirantes, e aqueles que já têm vagas para as Séries A, B, C ou D do nacional (que são razoavelmente poucos), todos querem a disputa.

Mas dizer que o desejo de ser campeão é a conquista de uma vaga na Copa do Brasil seria muita tolice. É como os clubes que lutam durante a Série A contra o rebaixamento e quando fogem dizem ao torcedor que chegaram à Sul-americana. Fazer o que na Sul-americana? No ano seguinte lutam de novo contra o rebaixamento e não têm forças sequer para sair dos quatro últimos, quiçá vencer os argentinos loucos por mais uma conquista continental. Isso já aconteceu inúmeras vezes, somente o Internacional, um dos grandes clubes brasileiros, quebrou essa escrita.

Temos o nosso exemplo em nossa própria cidade. É ilusão acreditar que o campeão da competição dos clubes pequenos paulistas é capaz de lutar frente a frente com outros grandes. Quando Paulista e Santo André surpreenderam, tinham vagas em disputas mais importantes, não chegaram à Copa do Brasil por essa competição. Por essas e outras, não encaro a Copa Paulista como uma disputa tão importante assim. Não participar não é um desastre, apenas de um ponto de vista, que não ignoro: ficar todo o segundo semestre sem bater uma bola. Claro que os que jogam a Copinha estarão mais preparados para o Campeonato Paulista, mas nem tanto assim como parece.

Para manter a torcida fiel que temos, seria importante jogar alguma coisa na segunda parte do ano, mas devemos ter em mente de que se for para cair em dívidas por uma Copa Paulista, não vale a pena. Mais vale lutar pelo acesso à elite e então permanecer por lá por mais tempo que jogar essa copinha forjada. Tenho certeza de que o São Bento voltará a ser aquele clube que todos lembrarão se voltármos a primeira divisão do Paulista, não se formos campeões mais uma vez desse torneio de tão pouco, ou na verdade nenhum, valor.

Não devemos menosprezar o título que tivemos em 2002 na similar Copa Estado de São Paulo, pois ela veio em um contexto diferente, de reestruturação, de uma nova esperança de sucesso ao Bentão. Hoje, depois de descobrirmos que voltar à elite é ''possível'', vamos investir em coisas mais importantes primeiro: seja a base, seja a construção de um clube de verdade, no qual possamos nos tornar sócios e ajudar a bancar as contas ou no time mesmo, aquele que coloca as bolas na rede. A cidade de Sorocaba está louca para que o Bentão volte à elite. Não há como mensurar a exposição que o município teria no país inteiro ao jogar contra os grandes, disputar vagas para o Nacional, entre outros benefícios. Como diria um bom amigo que conheci nas arquibancadas do Walter Ribeiro, Vamos Subir Bento!

13 de setembro de 2009

Por onde anda Tabata?

Dessa eu apenas soube há pouco tempo, mas Rodrigo Tabata esteve no elenco no Bentão em 2000, vindo do Paulista de Jundiaí. Seu talento é bem duvidoso, mas o jogador até que deu certo na vida. Demorou, é bem verdade, mas hoje o rapaz atua em um dos médios clubes da Europa.

Tabata ainda no Gaziantepspor

Se com 20 anos ele vestiu o manto alvi-celeste, chegou em seu primeiro clube grande apenas quatro anos depois, no Goiás. Para se ter uma ideia de como esse jogador de, hoje, 28 anos, é rodado, somente entre 2001 e 2003 vestiu a camisa de nove times diferentes, rodou o interior paulista. Ou seja, não criou qualquer identidade com nosso clube sorocabano. Vendido do Santos ao médio Gaziantepspor, da Turquia, fez uma temporada razoável. Jogou ao lado de Jorginho (ex-Porto), Beto (ex-Criciúma), Julio Cesar (ex-Real Madrid) e Ivan (ex-Atlético Paranaense).

Com a oitava posição, 26 jogos e 11 gols, foi vendido ao atual campeão da Turkcell Süper Lig, o Besiktas. No Bentão, apenas 7 jogos e 2 gols, mas o ex-número 10 do Santos, campeão paulista em 2006 e 2007, está caminhando pela Europa. Mais um que não está em um grande clube, mas passou pelo gramado do Walter Ribeiro com a camisa beneditina. Esse com quase toda certeza jamais volta ao Bentão, mas já fez do clube parte de sua história.

10 de setembro de 2009

Começou certinho!

Manente investiu no Abelha e pelo que parece o velho e querido Abelha está investindo no Bentão. Nos últimos tempos, fez uma coisa que há algum tempo não acontecia em nosso alviceleste: procurar os jogadores para a competição. Parece uma coisa básica, mas cansei de ver jogadores que vinham simplesmente por indicação de empresários ou por motivos ainda desconhecidos.

Isso reduz, e muito, a possibilidade de acontecer a verdadeira roleta russa de todos os anos. Ou tínhamos um time mais ou menos ou um time ruim, tudo ao acaso, por sorte ou azar. Pode até dar errado, mas a chance é muito menor quando se vê o trabalho. Não dá para dizer que é impossível conseguir voltar à elite ou a disputas nacionais. Vamos seguir os passos de outros grandes clubes do interior como Bragantino, Ponte e Guarani.

São Paulo tem três vagas para a Série D. Fazendo de conta que o Bentão estivesse esse ano na elite paulista, teríamos que ficar no meio da tabela para conseguir uma vaga na quarta divisão. Ano passado a última das três vagas ficou com o Ituano, décimo terceiro apenas. Em 2006 ficamos em décimo primeiro, mas naquela época nem poderíamos sonhar com um voo que na verdade nem é tão alto assim.

Pode-se dizer que esse princípio de gestão, liderado por Luiz Augusto Manente trouxe uma coisa de volta ao sãobentista: esperança. Considero isso algo muito bom, mais que fundamental para voltar a encher o Walter Ribeiro, mas quanto mais esperança tivermos nesse novo time, maior seria a decepção em caso de frustração. Nosso objetivo, desde já, deve ser o acesso, para aproveitar esse momento tão otimista e raríssimo.